quarta-feira, 19 de junho de 2013

Em jogo de sete gols, Itália elimina o Japão e se garante nas semifinais da Copa das Confederações

RECIFE, PE (O REPÓRTER) - Nesta quarta-feira (19), a Arena Pernambuco sediou o melhor jogo da primeira fase da Copa das Confederações até o momento. Itália e Japão fizeram uma partida veloz, movimentada e recheada de lances de perigo e gols. No fim, vitória da Itália, que garantiu a vaga ao lado do Brasil nas semifinais, com seis pontos. Japão e México, que só podem chegar a três pontos, estão eliminados. 

Logo aos 4 minutos, Kagawa desceu bem pela esquerda e cruzou para Maeda cabecear firme, no meio do gol, para boa defesa de Buffon. Aos 8, Endo recebeu de Kagawa e chutou de primeira, mas mandou à esquerda do gol italiano. A pressão deu resultado aos 16, mas a defesa da Itália colaborou bastante. De Sciglio recuou mal para Buffon, que saiu nos pés de Okazaki, cometendo pênalti. Honda bateu e abriu o placar, 1x0.

A Itália não conseguia finalizar ao gol, o Japão sim. Aos 26, boa troca de passes na entrada da área e Maeda, de pé direito, chutou rasteiro, pra fora. Prandelli não esperou o intervalo e fez a primeira alteração, tirando Aquilani para a entrada do atacante Giovinco. O Japão, sem alterações, ampliou. Aos 32, a zaga italiana afastou mal e Kagawa, lançado pelo alto, girou e bateu de primeira, belo gol, Japão 2x0.

A Itália conseguiu diminuir aos 43. Pirlo cobrou escanteio pela direita e De Rossi, que antes havia levado o segundo cartão amarelo na competição, ficando suspenso para o jogo contra o Brasil, fez de cabeça, 2X1. A chance do empate ainda no 1º tempo parou na trave de direita, após chute de Giaccherini. 

Nem o mais otimista italiano, assim como o mais pessimista japonês, poderia imaginar a velocidade da reação da Itália. Aos 4, Uchida tentou cortar cruzamento de Giaccherini pela esquerda e fez contra, 2x2. Um minuto depois, Giovinco chutou, a bola bateu no braço de Hasebe dentro da área. Pênalti, que Balotelli cobrou e, sem tirar a camisa, foi para o abraço, virando o jogo, Itália 3x2.

O Japão voltou a empatar aos 23. Endo cobrou falta na cabeça de Okazaki, que tirou de Buffon e marcou, 3x3. Em seguida, Honda passou por dois marcadores, entrou na área e chutou forte, mas Buffon defendeu. O goleiro italiano levou outro susto aos 31. Hasebe arriscou de fora da área, buscou o ângulo esquerdo, mas a bola passou muito perto e saiu por cima. 

Aos 36, o Japão conseguiu carimbar a trave italiana duas vezes no mesmo lance. Okazaki pegou sobra na grande área e fuzilou, acertando a trave direita. No rebote, Kagawa, de cabeça, mandou pra cima, mas a bola beliscou o travessão e saiu. 

Pragmática e experiente, a Itália não se entregou até conseguir o decisivo desempate. Aos 40, Marchisio foi lançado na área e cruzou rasteiro para Giovinco levar a Azurra às semifinais e selar a eliminação japonesa, 4x3.

ITÁLIA 4x3 JAPÃO

Itália: Buffon; Maggio (Abate), Barzagli, Chiellini e De Sciglio; Montolivo, Pirlo e De Rossi; Aquilani (Giovinco) e Giaccherini (Marchisio); Balotelli. T: Cesare Prandelli

Japão: Kawashima; Uchida (Sakai), Yoshida, Konno e Nagatomo; Hasebe (Nakamura) e Endo; Okazaki, Honda e Kagawa; Maeda (Havenaar). T: Alberto Zaccheroni

Cartões amarelos: De Rossi, Hasebe, Buffon, Konno

Gols: Honda (16'1ºT), Kagawa (32'1ºT), De Rossi (43'1ºT); Uchida (ctra 4'2ºT), Balotelli (5'2ºT), Okazaki (23'2ºT), Giovinco (40'2ºT)

O Repórter

Com Neymar decisivo, Brasil vence México por 2x0

A Seleção Brasileira continua cumprindo a sua obrigação na Copa das Confederações. Mesmo sem apresentar o futebol ideal, o time de Luiz Felipe Scolari não decepcionou os torcedores que foram até o Castelão, em Fortaleza, nesta quarta-feira (19), para assistir a partida contra o México. No final, a torcida comemorou mais uma vitória brasileira, desta vez por 2 a 0, e viu uma excelente apresentação de Neymar, melhor jogador da partida.. Com o resultado, a seleção chegou aos seis pontos e praticamente garantiu a classificação para a semifinal. Caso a Itália vença ou empate com o Japão, ainda nesta quarta, os brasileiros e os italianos estarão garantidos na próxima fase. 

Os 20 primeiros minutos do Brasil, assim como diante do Japão, foram frenéticos. Os brasileiros abriram o placar já aos 8 minutos, com Neymar. O atacante fez o seu segundo gol na competição, sendo mais um golaço. Apesar do início empolgante, a equipe diminuiu o ritmo no final do primeiro tempo. Na segunda etapa, a situação foi bem parecida e o Brasil não conseguiu ampliar o placar. No último minuto, em uma linda jogada de Neymar, melhor jogador do Brasil em campo, Jô ampliou. No próximo sábado (22), os brasileiros enfrentarão a Itália, na Arena Fonte Nova, em Salvador. 

Com Neymar, Brasil abre o placar diante do México no primeiro tempo
Assim como na estreia contra o Japão, a Seleção Brasileira começou o jogo contra o México, nesta quarta-feira (19), no Castelão, em Fortaleza, em um ritmo eletrizante. Mesmo com a onda de protestos nas ruas do Brasil, inclusive contra os gastos excessivos na Copa das Confederações, a torcida jogou junto e apoiou o time de Felipão na primeira etapa.

A empolgação dos cearenses aumentou ainda mais aos 8 minutos de partida. Neymar, mais uma vez fazendo uma boa partida, foi o responsável por isso. A jogada do gol começou com Daniel Alves, que cruza da direita, o zagueiro mexicano corta parcialmente. A bola cai nos pés do atacante do Barcelona que solta a bomba para abrir o placar com um golaço. Após o gol, o ritmo forte da Seleção Brasileira diminuiu. Com isso, o México conseguiu equilibrar a partida e passou a ter mais posse de bola. 

Os dois times chegam pouco e ritmo do jogo cai
O segundo tempo começou do mesmo jeito que o primeiro: com o Brasil no ataque. No primeiro minuto, Neymar sofreu falta e ele mesmo cobrou. O atacante levanta na área, Luiz Gustavo desvia, e Thiago Silva manda para o fundo da rede. No entanto, o bandeirinha já marcava impedimento. Apesar dessa boa chance, a seleção não voltou com o ímpeto inicial. 

Sem conseguir armar as jogadas, até por Oscar não estar bem na partida, sobrava para os zagueiros fazer a ligação com o ataque. O que acabava, quase sempre, em perda de bola. Quando o meia do Chelsea apareceu, lançou bem para Hulk, que tabelou com Neymar aos 9 minutos. O ex-santista devolveu deixando o companheiro na cara do gol. No entanto, o atacante desperdiçou a grande chance. 

Enquanto isso, a grande chance do México aconteceu aos 14 minutos. Guardado recebe livre na esquerda, cruza rasteiro para Chicharito na pequena área, mas David Luiz se estica todo e consegue o corte providencial. Mas a oportunidade brasileira seis minutos depois foi ainda melhor. O volante Paulinho deu uma arrancada sensacional, indo da defesa ao ataque fazendo fila nos jogadores mexicanos. O jogador do Corinthians abriu para Neymar que, com categoria, obrigou o goleiro do México a fazer uma boa defesa. 

Após as boas chances, o jogo caiu, mais uma vez, de qualidade. As duas equipes chegavam pouco e erravam muitos passes, principalmente do lado brasileiro. O México ainda conseguia chegar e levar perigo ao gol de Júlio César. As melhores jogadas do Brasil saiam dos pés de Neymar, mas sem muita objetividade. E foi mesmo o atacante do Barcelona que fez a diferença no final do jogo. No último minuto, o atleta faz uma jogadaça e deixa Jô na cara do gol. O jogador do centroavante bate bem e amplia o placar.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 0 MÉXICO
Local: Arena Castelão, Fortaleza (CE)
Data e hora: 19/6/13, às 16h
Árbitro: Howard Webb (ING)
Assistentes: Michael Mullarkey (ING) e Darren Cann (ING)
Gols: Neymar e Jô (Brasil)

BRASIL: Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk (Lucas), Neymar e Fred (Jô). Técnico: Felipão.

MÉXICO: Corona; Flores (Meza), Rodriguez, Moreno e Salscido; Zavala, Torrado (Herrera), Jorge Torres (Barrera), Giovani, Guardado e Chicharito. Técnico: José Manuel de la Torre.

Bahia Notícias

Del Bosque confirma Espanha reserva contra Taiti, mas quer goleada

Fazer tantos gols quanto possível. Embora humilde, o técnico da seleção espanhola Vicente del Bosque não quer saber de brincadeiras na partida desta quinta-feira, contra o Taiti, pela Copa das Confederações. "O maior respeito que podemos ter por uma equipe é jogar sério", disse Del Bosque em entrevista no Maracanã antes do treino de reconhecimento do gramado do estádio.

"Primeiro temos que tentar ganhar e pelo maior marcador possível", afirmou o treinador. Discurso bem diferente dos seus jogadores, que não admitiram nem falar em uma quantidade de gols possíveis na partida contra um adversário praticamente amador. 

O técnico não divulgou a escalação, mas vai entrar em campo com 11 jogadores reservas. Começando com o goleiro titular do Barcelona, Victor Valdés, e terminando com uma dupla de ataque formada por Fernando Torres e David Villa. "Todos os 23 que estão aqui querem jogar, querem ter mais tempo em campo com a seleção. Vamos começar com uma mudança no gol e outras mudanças na equipe", contou, sem dar pistas do que vai escalar. 

Para preparar o jogo contra o Taití, Del Bosque disse que não fez nada além do que está acostumado a fazer na preparação de outras partidas. "Vamos tentar fazer uma boa partida e tentar conseguir a vitória" afirmou. Mas o treinador disse que é preciso cuidado. "O Taiti não fez uma partida assim tão ruim contra a Nigéria, como vocês pensam", opinou.

Se seus jogadores tiveram esta tarde seu primeiro contato com o Maracanã, Vicente del Bosque já conhecia o velho estádio. Esteve no Rio em 2000, no Mundial de Clubes, dirigindo o Real Madrid. No banco de reservas, um jovem Iker Casillas. O jogo foi contra o Necaxa, do México, e o time acabou sendo derrotado nos pênaltis. Del Bosque ainda teve tempo de parabenizar a seleção sub-21 que venceu o Campeonato Europeu e afirmou que vai esperar a recuperação do zagueiro do Barcelona Puyol, caso a Espanha se classifique para o Mundial do Brasil.

Vicente del Bosque ainda teceu um comentário rápido sobre as preocupações dos espanhóis com as manifestações que vêm tomando conta das ruas de diversas cidades brasileiras nos últimos dias. "Estamos representando uma seleção de outro país e não devemos nos meter nos assuntos internos deste país", completou.

Terra

Heat bate Spurs na prorrogação e força 7º jogo na final da NBA

Foto: Getty Images

Com uma histórica cesta de três pontos de Ray Allen a 5s do fim do tempo normal, o Miami Heat conseguiu levar o sexto jogo da final da NBA para a prorrogação e superou o San Antonio Spurs por 103 a 100, nesta quarta-feira. 

O resultado força a realização de mais um jogo para definir o título. Na quinta, as equipes voltam a se enfrentar na American Airlines Arena, em Miami.

O time texano chegou a abrir 13 pontos no início do segundo tempo, mas viu o adversário crescer no final e tornar o último quarto eletrizante. A 5s do fim, quando os Spurs pareciam muito próximos da conquista, Ray Allen acertou uma cesta de três e empatou o marcador em 95 a 95.

Na última jogada, os comandados de Gregg Popovich não conseguiram recuperar a vantagem e saíram derrotados em uma prorrogação marcada por muitos erros dos dois lados.

O jogo
O cestinha da partida foi LeBron James, que fechou com um triple-double de 32 pontos, dez rebotes e 11 assistências. Ainda do lado do Heat, Mario Chalmers anotou 20 pontos, Dwyane Wade saiu de quadra com 14 pontos, quatro rebotes e quatro assistências e Chris Bosh fez um double-double de dez pontos e 11 rebotes.

Ray Allen, apesar de ter feito apenas nove pontos, converteu uma bola de três importantíssima nos segundos finais do quarto quarto e levou o jogo para a prorrogação.

Do lado do San Antonio Spurs, Tim Duncan terminou o duelo com um double-double de 30 pontos e 17 rebotes, Kawhi Leonard anotou 22 pontos e 11 rebotes, também um duplo-duplo, e o francês Tony Parker contribuiu com 19 pontos, três rebotes e oito assistências.

No primeiro quarto de partida, o Miami Heat, que contou com grandes participações de LeBron James e Mario Chalmers, conseguiu ser ligeiramente superior ao San Antonio Spurs e venceu o período por 27 a 25.

No início do segundo quarto, os representantes da Flórida chegaram a colocar cinco pontos de frente depois que Shane Battier acertou uma bola de três e, posteriormente, com pouco menos de nove minutos para o término da parcial, o Heat chegou a ter sete pontos de folga (40 a 33), após Mario Chalmers converter uma bola de dois.

A partir deste momento, liderado por Tim Duncan, que fez 13 pontos nos sete minutos finais, os Spurs engatam uma sequência de 17 a 4, segurando os donos da casa, que só anotaram mais quatro pontos no quarto, todos com LeBron James, e os texanos foram para os vestiários vencendo o duelo com seis pontos de vantagem (50 a 44).

Na volta do intervalo, o Miami Heat adotou uma postura mais agressiva. Os donos da casa só permitiram que os visitantes anotassem sete pontos na primeira metade do período e, além disso, conseguiram marcar 12 pontos, diminuindo a desvantagem para apenas uma unidade quando o cronômetro marcava pouco mais de seis minutos para o término do terceiro quarto.

Os Spurs, entretanto, "acordaram" novamente e, no minuto seguinte, com três pontos de Tony Parker e dois de Boris Diaw, aumentaram a folga para seis pontos (62 a 56).

Na reta final do terceiro período, o San Antonio Spurs se impôs no jogo e, aproveitando o bom momento, os representantes do Texas foram para a parcial final vencendo com dez pontos de diferença (75 a 65).

No início do último quarto, o Miami Heat teve um momento excelente no jogo e, depois de muito sofrimento, conseguiu voltar a liderar o marcador (84 a 82). Os donos da casa chegaram a colocar três pontos de folga (89 a 86), mas foi então que o San Antonio Spurs voltou a aparecer.

Com duas cestas seguidas do francês Tony Parker, uma delas linda, de três pontos, os texanos passaram a liderar o marcador mais uma vez (91 a 89).

No minuto final, o jogo reservou muitas emoções. LeBron James começou a cometer erros decisivos até que, com 20 segundos para o final, o camisa 6 da franquia de Miami converteu uma bola de três, logo depois de ter errado outro arremesso deste tipo, e reduziu a desvantagem para dois pontos (94 a 92).

Foi então que Kawhi Leonard sofreu uma falta e foi para a linha do lance livre. O pouco experiente jogador, de 21 anos de idade, errou a primeira cobrança e, na sequência, converteu a segunda e deixou os Spurs três pontos à frente (95 a 92).

O Miami Heat teve que ir para a bola de três. Primeiro, LeBron James errou a tentativa, mas a bola foi rapidamente parar nas mãos de Ray Allen e o veterano converteu uma cesta de três, quando faltavam somente cinco segundos para o término. Os Spurs ainda tentaram atacar, erraram e o jogo foi para a prorrogação.

No tempo extra, Kawhi Leonard converteu os primeiros dois pontos do período, Chris Bosh empatou novamente para o Heat, mas os representantes de San Antonio ainda conseguiram abrir três pontos de folga: Leonard converteu mais dois pontos e, na sequência, Tony Parker errou o primeiro lance livre, mas converteu na sequência.

Nos momentos decisivos, LeBron James e Ray Allen apareceram novamente e confirmaram a suada vitória por 103 a 100.

Com informações da Gazeta Esportiva

De olho nas semifinais, Brasil quer dar o troco no México

A seleção brasileira enfrenta nesta quarta-feira em Fortaleza o México (às 16h00 no horário de Brasília) pela segunda rodada do grupo A da Copa das Confederações, em uma revanche da final dos Jogos Olímpicos de Londres, quando perdeu por 2 a 1 em Wembley e teve que se contentar com a medalha de prata.

Apesar da equipe mexicana ter sido a 'pedra no sapato' do Brasil nos últimos anos, os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari vivem uma situação bem mais confortável na competição.

No sábado, estrearam com vitória por 3 a 0 sobre o Japão em Brasília, enquanto os mexicanos perderam por 2 a 1 para a Itália no último domingo no Maracanã.

Para o México, o jogo desta quarta-feira já tem cara de decisão. Se perder, o país estará eliminado caso a Itália consiga pelo menos um empate contra os japoneses, em duelo disputado no mesmo dia (às 19h00) em Recife.

"Será um adversário difícil, que vem com tudo já que precisa vencer para ter chances de se classificar", disse o zagueiro da seleção brasileira David Luiz em coletiva de imprensa.

Já o Brasil pode garantir matematicamente a vaga para as semifinais com uma vitória sobre os mexicanos e desde que a 'Squadra Azzurra' não seja derrotada pelo Japão.

Dos 23 jogadores convocados por Felipão, seis participaram da final olímpica que o México venceu por 2 a 1 no dia 11 de agosto: Thiago Silva, Marcelo, Oscar, Fernando, Neymar e Hulk, que anotou o único gol brasileiro na partida.

"o México não está entalado na minha garganta, não vejo este jogo como uma revanche", comentou o lateral Marcelo. "Tive a felicidade de estar em Londres e de enfrentar o México na final. É uma grande equipe que mostrou um grande futebol. Foi frustrante não ter vencido aquela partida, queríamos esta medalha", lembrou por sua vez Hulk.

Já a seleção mexicana atual tem nove medalhistas de ouro: Giovani dos Santos, Corona, Reyes, Mier, Herrera, Salcido, Aquino, Jímenez e Peralta, autor dos dois gols do título, que foi reserva no último domingo contra a Itália.

No Maracanã, os mexicanos fizeram um primeiro tempo razoável e tiveram o mérito de empatar depois de sofrer um golaço de falta do veterano Pirlo. Contudo, acabaram derrotados nos minutos finais, quando Balotelli deu a vitória aos italianos.

A equipe comandada por Juan Manuel de la Torre chegou a levar perigo nos contra-ataques, com a velocidade de Giovani dos Santos e 'Chicharito' Hernandez, mas mostrou-se muito frágil na marcação, principalmente pelas laterais. Pirlo e De Rossi foram os donos do meio de campo e acharam com facilidade os atacantes nas costas da defesa mexicana.

"O estilo de jogo do México é bem diferente do estilo do Japão, o esquema tático é bem diferente. Temos certeza que se não trabalharmos rápido a bola teremos muitas dificuldades", explicou o técnico Felipão.

"Seremos tão ofensivos quanto agressivos na recuperação da bola, o que pode dar certo ou pode dar errado, mas o importante é como se entra em campo", disse De la Torre em coletiva de imprensa, consciente dos cuidados que precisa ter com as "qualidades individuais" do rival.

Palco do jogo desta quarta-feira, o estádio Castelão foi marcante para a trajetória de Felipão na sua primeira passagem à frente da seleção brasileira.

Em março de 2002, o Brasil disputou em Fortaleza sua última partida no país antes da Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, onde conquistou o pentacampeonato. A seleção derrotou a Iugoslávia por 1 a 0, mas o técnico foi vaiado por não ter convocado Romário.

Também foi no Castelão que Felipão de despediu da seleção depois do título mundial, no 21 de agosto, em derrota por 1 a 0 para o Paraguai.

Na nova arena, renovada por 518,6 milhões de reais, cabe à seleção escrever um novo capítulo da sua história.

Brasil: Júlio César - Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo - Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar - Hulk, Fred e Neymar. T: Luiz Felipe Scolari.

México: José Corona - Gerardo Flores, Francisco Rodríguez, Héctor Moreno, Carlos Salcido - Gerardo Torrado, Jesús Zavala, Javier Aquino, Andrés Guardado - Giovani Dos Santos - Javier Hernández. T: Juan Manuel de la Torre

AFP

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sport de malas prontas para um período de treinos no interior

O Sport vai arrumar as malas e passar alguns dias longe do Recife. A partir desta quarta-feira, tem início um período de treinos nas cidades de Gravatá e Chã Grande, no Agreste pernambucano, até o próximo dia 27. Alheio às festas juninas tradicionais da região, o clima será de isolamento total. Condição necessária para o grupo “fechar”, segundo o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro.

- Essa intertemporada é importante, principalmente por esse isolamento com o objetivo de o grupo se conhecer mais, conversar mais, até porque tem muito jogador chegando. O grupo usará isso para se fechar e voltar mais forte ainda para o restante da Série B.

O jogador aproveitou para comentar sobre o período de folga que o grupo teve até iniciar de fato o período de treinamentos visando ao retorno da Segundona, marcado para o início de julho. De acordo com Marcelo Cordeiro, o descanso de cinco dias foi fundamental para o grupo, principalmente por conta do ritmo intenso de partidas da Série B até a paralisação para a Copa das Confederações.

- Deu para descansar bastante e ficar com a família. Foi importante sobretudo para quem é de fora do Recife, que pôde viajar. Conseguimos repor as energias, porque vínhamos com um desgaste físico e mental grande pelas partidas serem uma seguida da outra.

Só falta assinar

O lateral-direito Patric, ex-Náutico, já vestiu a camisa rubro-negra. Pelo menos nos treinamentos, o jogador, que espera a chegada da sua documentação para assinar contrato com o Leão, começou a dar os primeiros passos como atleta do clube. Ele foi a grande novidade do treinamento desta terça-feira pela manhã, na Ilha, no qual os jogadores participaram de um trabalho físico puxado.

Patric participou da movimentação juntamente ao restante do elenco no campo auxiliar da Ilha. Se na última segunda-feira, o treinador Marcelo Martelotte não pôde contar com todos os jogadores à disposição, dessa vez o treinador teve praticamente todo o grupo trabalhando. Renan Teixeira e Marcos Aurélio, que não participaram da reapresentação por conta de gripe e problemas com o voo, respectivamente, treinaram normalmente.

A primeira parte do treino foi realizada na academia do clube com um trabalho de força e equilíbrio. Só depois que os comandados de Martelotte partiram para o campo, onde fizeram um leve toque de bola somado a um exercício de corrida.

GE

Com show de Thiago Alcântara, Fúria é campeã e domina futebol europeu

Foto: Agência Reuters
A Espanha não deu chances para a Itália e, nesta terça-feira, no Teddy Stadium, em Jerusalém, se sagrou tetracampeã da Eurocopa Sub-21, sendo a segunda conquista consecutiva. Com atuação de gala de Thiago Alcântara, que marcou três gols na partida, a equipe atropelou os italianos - maiores vencedores da história da competição com cinco troféus - por 4 a 2. Com o título, a Fúria se reafirma como dona do melhor futebol da Europa, já que também é a atual campeã do torneio profissional e Sub-17. 

Nascido na Itália, mas filho de pais brasileiros, o capitão Thiago Alcântara optou por defender a Espanha. O jogador do Barcelona, que é filho de Mazinho, tetracampeão mundial pelo Brasil em 1994, é tido como uma das maiores promessas para o futuro da Fúria e provou isso marcando os três primeiros gols da equipe no jogo, enquanto Isco completou para o time. Já a Azzurra foi a primeira seleção a conseguir vazar a defesa da Fúria na competição. Immobile e Borini descontaram para a equipe da Velha Bota.

O primeiro tempo começou animado. Com apenas seis minutos de bola rolando, Thiago Alcântara já fez a rede do gol italiano balançar. A jogada começou com Morata, que fez excelente jogada individual pela esquerda, foi à linha de fundo e colocou a bola na cabeça do filho de Mazinho. Sozinho na pequena área, o capitão da Fúria apenas testou para o gol vazio e abriu o marcador.

Porém, a Itália respondeu à altura. Bianchetti roubou a bola no meio de campo e, de antes do meio de campo, lançou para Immobile. Em velocidade, o camisa 9 italiano dominou com a ponta da chuteira esquerda e encobriu o goleiro De Gea com um leve toque com o pé direito, marcando um golaço.

Thiago garante Fúria na frente no intervalo

Mesmo com a igualdade no placar, a Espanha seguia impondo o seu estilo de jogo: muito toque de bola à espera de falhas na defesa adversária. No entanto, foi a Itália que quase virou. Florenzi recebeu a bola na altura da meia-lua, deu um lençol do zagueiro antes de bater em gol para a defesa salvadora do arqueiro do Manchester United.

Após o susto, a Fúria voltou com tudo para tentar resolver o jogo já no primeiro tempo. Da intermediária, Koke enfiou a bola para Thiago Alcântara, que mesmo entre dois defensores da Azzurra, conseguiu dominar com o peito, se livrar da marcação com um giro e fuzilar na direção do gol: 2 a 1.

A Espanha ampliou ainda antes do intervalo. Tello pegou a bola no meio de campo, partiu em velocidade pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado por Donati. O árbitro Matej Jug assinalou pênalti. Thiago Alcântara foi o responsável por bater e não perdoou. O goleiro Bardi ainda tocou com os pés na bola, que foi no meio da meta, mas não conseguiu evitar o terceiro espanhol e o hat-trick do atleta do Barcelona.

Itália volta melhor, mas Espanha amplia de pênalti

Obrigada a ir ao ataque para virar o jogo em busca do título, a Itália voltou do vestiário mais ofensiva. Aos seis minutos por pouco a equipe não consegue diminuir. Florenzi dominou com espaço, na linha da pequena área, mas bateu por cima do gol espanhol de De Gea, desperdiçando uma excelente oportunidade de recolocar a Azzurra no jogo.

Satisfeita com o placar parcial, a Espanha não se assustou com a pressão inicial dos italianos. Como um golpe cirúrgico a Fúria foi ao ataque liderada por Montoya. O lateral foi derrubado na grande área por Regini, e o árbitro marcou novo pênalti. Dessa vez, a cobrança ficou a cargo de Isco. O meia do Málaga deslocou o goleiro e jogou um balde de água fria nas pretensões da Itália.

A Azzurra ainda conseguiu diminuir a vantagem adversária no marcador, aos 35 minutos, com Borini, jogador do Liverpool. O atacante fez bela triangulação com Insigne, antes de bater no canto esquerdo do goleiro De Gea, que foi nela em vão. Porém, não havia mais tempo para a virada italiana, e a Espanha acabou levantando o troféu.

GloboEsporte

Técnico do Taiti "pede" a Del Bosque para Espanha não golear

Foto: Bruno Santos / Terra
Único time quase que totalmente amador da Copa das Confederações, o Taiti foi massacrado por 6 a 1 pelaNigéria nesta segunda-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. E o próximo duelo será contra a atual campeã do mundo Espanha. Por isso, o técnico Eddy Etaeta "pediu" para os europeus não golearem a equipe da Polinésia, em recado endereçado especialmente ao treinador Vicente del Bosque.

"É interesse de todo time ganhar de 10 a 0, mas a Espanha é campeã do mundo e não acho que está aqui para nos golear. Querem ser respeitados, e acho que vão respeitar nossos jogadores amadores. Contra eles, nossos jogadores têm que aprender e ganhar, e depende deles saber como são. Marcar um gol seria excepcional, e se fizermos um na Espanha nem preciso dizer. Peço que o senhor Del Bosque ouça meu pedido", disse o treinador taitiano.

"Agora só espero que a gente possa curtir o desempenho de hoje, apesar de que perdemos feio", continuou Etaeta, reconhecendo que a goleada por 6 a 1 contra a Nigéria não foi o melhor dos resultados.

Perguntado sobre o temor de enfrentar o poderoso selecionado espanhol, o treinador da Polinésia afirmou que, de fato, está preocupado. Seu elenco é formado por 22 jogadores amadores e, obviamente, existe o medo de ser massacrado pelo time que é considerado o melhor do planeta na atualidade. Neste domingo, por exemplo, venceu o Uruguai com facilidade por 2 a 1.

"Sim, ontem nós vimos Espanha e Uruguai. Quando percebi que a Espanha fez um grande jogo, podemos nos preocupar. Suspeito que o resultado do jogo de hoje é o que é, mas na quinta com a Espanha vai ser outra história", avisou o técnico.

"Temos que ser mais maduros, mais fortes e mais resistentes, mas hoje queremos descansar. E aprendermos com esse jogo, nosso desempenho, e aí vou pensar na Espanha. Acredito que fizemos o possível contra a Nigéria. Queríamos jogar futebol e foi isso que fizemos", finalizou.

Espanha e Taiti se encaram na próxima quinta-feira, em duelo marcado para o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, pela segunda rodada do Grupo B da Copa das Confederações.

Terra Esportes